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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Furando a Bolha - Parte II

Escrevi o texto "Quando seu mundo cai" e falei sobre certa bolha que criamos e/ou na qual vivemos.
Adoro subir a Av Afonso Pena e ir à Praça do Papa ou ao Mirante. São alguns dos lugares que mais gosto em BH. Diversas vezes subo lá com meus irmãos...na verdade, já virou tradição fecharmos nossas noites lá. Passamos no Mc Donald's, compramos um top sunday e vamos bater papo. O assunto é variado, pode ser coisa séria, pode ser conversa fiada ou pode ser até para filosofar sobre a vida.
Mas umas das coisas que mais gosto e sempre comento com eles, é que ao subir a avenida, ao estar lá em cima e ao descer para a casa, tenho a real noção do macro e do micro sistema...a percepção da bolha.
Ao deixarmos nossa casa ou trabalho, saímos do micro sistema, onde somos macro. À medida que subimos a avenida e chegamos até o mirante, onde podemos ver grande parte de BH, com seus prédios enormes, onde os carros e as pessoas parecem fazer parte de uma maquete, passamos a ter noção de como somos micro, no macro sistema.
Agora vamos ampliar esse macro para toda a cidade, todo o estado, o país, o continente....todo o mundo ou universo...na medida em que aumenta a escala, vamos diminuindo.
Adoro ter essa noção e é bom voltar lá sempre que me sinto orgulhoso demais por algo realizado no meu micro sistema.
Essa visão nos lembra a importância de mantermos sempre a humildade e os pés no chão, nos mostrando como somos vulneráveis e pequeninos, e ainda, a "dura constatação" de que o micro e o macro sistema continuam funcionando (e bem)mesmo se você não estiver lá.
Não somos insubstituíveis para funções e sim, para pessoas. Somos humanos e não ocupações.
Sabe o que é mais legal e mais emocionante nesse "encara bolha"??
É saber que Deus controla o macro dos macros sistemas, é o Criador de tudo, e Ele está a todo instante no nosso micro, nos convidando e estendendo Sua mão para nos tornarmos macro em seu íntimo.
Obrigado Pai.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

16 de fevereiro

Está quase lá...daqui a poucos minutos tem início o dia mais temível e doloroso do ano. O dia em que o verão se transforma em inverno, em que o sorriso dá lugar às lágrimas e em que um silêncio insuportável toma lugar do agradável barulho da festa. Onde estão os docinhos, o bolo de chocolate? Onde está a dona da minha vida, a dona da festa?
Fezinha, dona do sorriso mais lindo e alegre desse mundo, do toque mais suave e olhar amoroso.
Fezinha de um bom gosto invejável...de um perfume aconchegante. Fezinha de uma discrição exemplar e de justiça aguçada.
Nanda da Jack, Fê do Bê, Marzolinha de Aracaju, Nandoca de Recife...
Fernanda Marzola Rabelo...mulher da minha vida. Minha melhor amiga, namorada, conselheira e amante...minha cúmplice e protetora. Razão do meu sorrir, razão do meu chorar...quantas vezes você fez meu coração bater mais forte ou minha respiração parar?
Quantas vezes admirei seu sorriso ou beijei seus lábios doces? Contei suas pintinhas, acariciei sua covinha...
Quantas vezes nossos dedos se entrelaçaram sem querer, nos lembrando que ali era o lugar deles?
Sorrimos juntos, choramos, cantamos...lutamos, brigamos, beijamos...sempre juntos!!!
Caminhamos lado a lado até onde foi possível.
Agora meu amor, você está com Deus, nosso Deus. Você continua na minha vida, enchendo meu coração de amor e esperança.
Apesar da saudade, da dor e da incompreensão de tudo...as lembranças são doces e o amor de Deus me sustenta, fazendo com que eu siga em frente.
As coisas mudaram...a batida do meu coração, a música da minha vida...hoje respiro diferente, enxergo diferente...e hoje amo diferente.
Agradeço a Deus por tudo que fez por nós, porque Ele é bom. Agradeço a você por me ensinar tanto e ser em minha vida, uma manifestação do amor de Deus, que é eterno.
Partam o bolo de chocolate, estourem os balões...liguem a música porque hoje é festa no céu....aqui na terra, hoje tem lágrimas e fica uma saudade doida de você, meu amor.
Te amo................Bê.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Quando seu mundo cai

Um dia corrido de trabalho, um fone no ouvido, um olhar indiferente para um mendigo...
Um avião caiu, um terremoto destruiu um país, um tsunami devastou um continente, mais um coração que pára ou um acidente de carro...
Enquanto seguimos com uma vida vazia em busca de perecíveis, alheio aos acontecimentos ao nosso redor, alguém perde seu chão dia após dia.
Lembro-me de Noé, que construía sua arca enquanto as pessoas se negavam olhar para Deus e seguiam de forma displicente. Será que a maioria de nós não faz o mesmo?
É normal ficarmos insensíveis em meio a tanta desigualdade, a tanta tragédia?
No mundo de hoje é muito fácil obter um anestésico. As pessoas não se falam mais nas ruas... se negam a trocar um olhar, a oferecer seu lugar no ônibus ou parar na faixa de pedestre. Colocamos um fone de ouvido ou fechamos o vidro do nosso carro e ficamos conectados ao nosso mundo, numa grande bolha.
Corremos cada vez mais rápido...
Mas pra onde? Pra que? E por quê?
De repente a nossa bolha estoura, o nosso mundo cai... pani no sistema, a conexão é perdida.
A partir daí as coisas começam a mudar. Você é obrigado a repensar valores, a perceber que a vida é algo além do que estamos vivendo. Existe um mundo lá fora e você não tem controle algum sobre ele.
No dia 17 de agosto de 2008 minha bolha estourou, meu mundo caiu e o meu conto de fadas terminou sem um final feliz. Minhas certezas foram substituídas por perguntas, e percebi quanto era incerto meu futuro, se é que temos um futuro.
Reconstruir, Recomeçar... como é difícil o "Re". Mais difícil ainda quando falta uma metade de você, e você tem antes de tudo que se "re-compor".
E cuidado com outra bolha, a bolha do sofrimento. Aahh, como continuamos egoístas. Continuamos pensando apenas na gente... nossa dor é a maior e única no mundo não é mesmo??
Bolhas e mais bolhas...
É difícil ter uma noção exata de você mesmo, mas temos que abrir os olhos e olhar para Deus. Não podemos deixar o amor esfriar entre nós, não podemos perder a sensibilidade.
Continuaremos a trabalhar e buscar coisas perecíveis, a sorrir e chorar. Mas não deixe o mundo te anestesiar. Não olhe indiferente para o sofrimento de alguém, não se ache mais importante, não negue ajuda. Podemos ter um pouco menos para alguém que tem menos ter um pouco mais?
Somos tão vulneráveis... de repente "o cara" perde seu mundo e se pergunta:
Como se paga uma vida? E várias vidas?
Não faço a menor idéia.
O Senhor tem me sustentado e mudado a minha vida como tenho pedido nas minhas orações. Mas sigo sangrando, como um guerreiro que luta ferido até o fim. Fevereiro dói demais, sangra mais...nunca imaginei que fosse assim. Mas isso não é tudo e não é o fim. Não quero uma bolha, não quero fechar os olhos e desistir.
Já se olhou no espelho durante alguns minutos e buscou enxergar além do que pode ver? Como se tentasse visualizar sua alma, sua essência.
Sinceramente não gosto do que vejo, mas é preciso enxergar e tentar melhorar. Nunca serei perfeito e nunca ficarei com crédito. Meu único conforto é que Cristo é meu pastor e pagou por mim. Ele segura na minha mão e me conhece.
O amor segue caminhando pela eternidade e a misericórdia de Deus estampada na nossa cara. Basta sair da bolha e tirar os fones dos ouvidos.
“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.” Mateus 24 (12-13)
Obrigado Senhor!!
Ágape.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ausência Presente

Um aperto no peito e um nó na garganta se tornaram reações constantes em meu organismo.
Tem dias que batem com força, outros com menos e às vezes, dão até uma folga e não aparecem.
A falta que uma pessoa amada faz na vida de um indivíduo é algo absurdamente incrível. Não tem como mensurar, é impossível descrever...simplesmente você tem que entender que não tem mais. Não pode mais ver, tocar ou escutar. Tudo o que você tem agora são as lembranças do passado e a fé no futuro.
Fé é a certeza daquilo que não podemos ver.
Crer em Deus, no futuro ou no amor, exige fé.
Vamos falar de amor.
Dizem que você só conhece sua namorada quando se casa, e só conhece sua esposa quando separa.
Escutei um depoimento novo. Um senhor disse a meu pai que só conheceu sua esposa quando se aposentou, pois só agora teve a oportunidade de ficar em casa e conviver de fato com ela. E disse também que se a conhecesse antes não se casaria com ela. Talvez ela diga a mesma coisa.
Acho que na verdade o ser humano nunca está satisfeito. Temos uma mania feia de olhar para a vida alheia e achar que a nossa nunca está boa. Dizem que a mulher do vizinho sempre parece ser mais gostosa do que a sua.
Quando conseguimos um emprego ficamos super felizes e damos louvores. Alguns meses depois estamos reclamando do trabalho, das pessoas e do salário.
Será que o amor tem prazo de validade??
Sim e não.
Existe um tipo de amor que com certeza não tem prazo de validade. Amor ágape. Esse amor é o amor que Deus sente por nós.
Amor ágape é um amor incondicional. Não importam as circunstâncias, distância, dificuldades ou atitudes do outro, e nem mesmo o tempo....nada importa.
É o amor comportamental que Jesus Cristo diz para termos uns pelos outros. Não somos obrigados a “sentir” nada por ninguém, mas a nos comportarmos de uma maneira que gostaríamos que as pessoas fizessem com a gente.
Os gregos utilizam várias palavras para denominar diferentes manifestações do amor;
Philia é utilizado para sentimentos de amizade.
Eros para um sentimento mais romântico ou sexual.
Storgé se refere aos laços familiares.
Amor Ágape é o único não sentimental. É muito mais comportamental e por isso não tem prazo de validade.
O ser humano é transitório, bem como seus desejos, sentimentos e necessidades. Por isso a única forma de resistir ao mundo e ao próprio ser humano, é praticando o amor ágape.
Talvez seja difícil identificar o que realmente estamos sentindo, mas temos que prestar atenção, pois, nossas escolhas com certeza irão influenciar muitas vidas.
Cada dia é como uma folha de diário. O que vamos escrever? Vamos escrever mesmo? Como vamos escrever?
Acho que ainda posso amar de diversas formas, todos podem.
Mas o que todos precisam entender é que inevitavelmente assim como Bernardo e Deus estão ligados pelo amor ágape, Bê e Fê também estão. Antes, ligados por um amor Eros e Philia, mas após um duro golpe do destino e o amadurecimento, hoje e para sempre ligados pelo amor ágape.
Só sei Fezinha, que sua ausência é presente e mesmo estando ausente, você sempre estará presente.
Amor ágape.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PRATELEIRAS DO ARRAIAL

“Arraiallllll.....uooouoo...d’ajudaaaa..... Arraiallllll.....uooouoo...d’ajudaaaa.....”
Ao som da excelente banda Dino, todos se divertiam, cantavam e dançavam no agitado e diversificado Morocha Club.
Tenho dançado demais...essa vida é engraçada né! Nunca fui de dançar, não sei se não gostava ou tinha vergonha. Talvez um pouquinho dos dois, mas ultimamente nada me detêm. Costumo ser o maior dançarino das festas e boates. Calma, não me achem convencido... não estou falando de qualidade, mas de volume e intensidade. Danço do início ao fim com apenas dois ou três refrigerantes e um pouco de água.
Danço um pouco estranho, mas danço. Alguém já ouviu falar em linguagem corporal? A dança é uma maneira fantástica de se comunicar, de se expressar.
Foi uma viagem muito interessante. Uma semana em Arraial d’ajuda com meus irmãos, minhas irmãs (Maiara e a emprestada Amanda), meu pai, minha madrasta e um casal de amigos. Lugar lindo, de beleza privilegiada. Quem observa a lua cheia nascendo e traçando o caminho de prata sobre o mar, ou o sol nascendo de forma intensa no horizonte não tem dúvidas sobre a divina criação. É impossível não perceber o dedo de Deus e adorar sua obra.
Mas os homens também chegaram até Arraial d’ajuda. Hotéis, restaurantes, bares e lojas tomam conta da pequena cidade. Brigam com a natureza por um espaço e Arraial, obra de Deus, se torna uma máquina dos homens. Máquina que produz dinheiro e luxúria.
E Arraial d’ajuda, tão linda de se ver por suas belezas naturais, se torna sombria à medida que a noite nos impede de ver a obra de Deus e as luzes das boates nos mostram as obras dos homens.
Parece bíblico né. Onde há luz há vida, e onde há trevas...
Arraial exibe uma diversidade de nacionalidades....argentinos, chilenos, americanos, finlandeses e é claro, os brasileiros, e em grande parte os mineiros. É muita cultura.
A noite nos oferece diversas opções. Muitos restaurantes e lugares interessantes. A comida é boa e nem sempre cara. E a música é boa, muito boa.
Arraial de noite continua bonito de se ver, mas com o passar das horas torna-se nojento para tocar.
Pessoas são como produtos em prateleiras de supermercado. Todos podem pegar, não necessariamente levar...mas pegar e verificar...isso pode.
É interessante como pessoas tão lindas e agradáveis conseguem quebrar todo seu encanto com muita bebida, cigarro e vulgaridade. E deixam de ser lindas e interessantes.
E o clima é propício para isso, tipo “o que acontece em Arraial fica em Arraial, uhuuu!!!”.
E não me digam que é normal. Não estou julgando ninguém, apenas não quero acreditar que pessoas são como produtos. Eu não acredito nisso e não me submeto a isso.
Apenas gostaria que os pais prestassem atenção nos valores transmitidos aos seus filhos e que os filhos tenham discernimento para fazerem suas escolhas.
Levei um livro de Max Lucado e me comprometi a lê-lo nessa viagem. Fracassei. Li apenas algumas páginas e da minha bíblia apenas alguns versículo. Mas não passaram em branco e vou dividi-los com vocês:
“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si.” Romanos (1:20-24)
Aproveitem Arraial d’ajuda, é muito lindo e bom. E não deixem de ir a Trancoso (esse conselho foi dado pela minha prima Carol e valeu a pena mesmo). Mas saibam fazer suas escolhas, ou serão apenas mais um (a) na fantástica prateleira do Arraial.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A Hora da Virada

2010 vem ai né!
Pois é...nunca fui de pedir um ano muito diferente, fazer promessas e outras coisas que tantas pessoas gostam de fazer ao se aproximar um novo ano. Pra mim, as coisas sempre estavam bem encaminhadas.
Mas 2008 e 2009 foram anos difíceis e dolorosos. Anos de perda imensurável e desencontros....parecia até que as coisas estavam de cabeça para baixo. Parecia que minha vida estava totalmente acabada e eu apenas respirava com ajuda de aparelhos.
Mas após viver dias tempestuosos e reflexivos, lutando para não cair em depressão, cheguei à conclusão que precisava mudar algo, precisava de um ano diferente.
Quero um 2010 de mais alegrias, de conquistas...quero que em 2010 o sol volte a brilhar e a lua a ser fonte inspiradora.
Alguém muito especial me perguntou um dia desses "mas onde podemos encontrar alegria novamente?". Confesso que no momento não tinha uma resposta segura, queria uma coisa palpável e que não demonstrasse futilidade. Após passar cinco dias em Itaúna e viver momentos marcantes ao lado de pessoas super especiais, encontrei a resposta. Palpável e significante, capaz de mudar um cenário, capaz de influenciar pessoas ou mudar uma história.
A verdadeira alegria se encontra no amor. Amar pessoas importantes, amar pessoas que nem conheço. Amar um papo furado com sua avó enquanto fazem biscoitos (ela faz e eu tento né!), ou boas risadas enquanto troco lustres com meu avô.
Ir ao supermercado ou simplesmente entrar por um portão que você não entra há anos e reproduzir filmes da sua infância.
Amar bons amigos, boas amigas. Conhecer pessoas e viver momentos que te lembrem que, embora a perda seja irreparável e ela faz seu coração em pedaços...ele ainda bate forte no peito.
E ele cria compartimentos....guarda momentos e pessoas especiais...tudo vivo em amor e espírito, com Cristo. E descobre que em outros compartimentos ainda existe amor...e o pulso ainda pulsa, e o corpo ainda vibra e treme. E não precisamos mais de aparelhos para respirar, porque o amor nos liberta.
Ame, seja profundo, intenso e sincero. Porque desta vida não levamos nada, apenas deixamos. E se apenas deixamos, vamos deixar o nosso melhor.
Aproveite cada momento, porque ele é único e quem sabe, pode ser o último.
Deus está no comando, obrigado Pai.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Que merda, hein..

Ahh...que merda.
Hoje eu tô de saco cheio...não quer dizer que meu humor esteja alterado ou que eu vá chutar a bunda do primeiro que aparecer na minha frente.
Tô de saco cheio da minha vida, da rotina de não ter rotina.
O problema é que to fora do compasso, fora do ritmo...eu ainda não consegui caminhar.
O que aconteceu na minha vida é uma merda...isso acaba com a vida das pessoas...não queria que acontecesse...e aconteceu; não queria que acabasse com a vida de pessoas, e está acabando...
Merda, merda e merda...será uma luta infinita?? parece que, às vezes, dou socos no ar, sem efeito algum...e de repente, eu levo uma porrada do nada...nem sei de onde veio..só sei que é uma porrada e tanto.
Vamos raciocinar....dizem que a razão é ótima nessas situações.
Depois do acidente, passei 15 dias em BH. Me senti sufocado e desesperado...precisava do meu trabalho e retornei para Recife. E lá, passei um ano inteiro só trabalhando, trabalhando e trabalhando...quando tinha uma folga era na segunda feira...quando tinha.
Acho que isso não é normal, beleza... então vamos voltar pra casa e todos dizem"é melhor você aqui mesmo, não vai embora mais não."
Voltei..tô com a família, amigos. Jantares, festas...nuuu...maior social....bacana né.
Merda nenhuma....
Continua errado...continua estranho e continua uma merda...
Ow...sempre vai faltar a Fê...sempre. E vão a merda os críticos e metidos a psicólogos de plantão! E os psicólogos de verdade também!
Dói mesmo...dói pra caralho perder a pessoa que você mais amava..ou ama..dói demais não poder viver coisas que planejavam viver juntos...dói demais ter que seguir sozinho, quando estava acostumado a caminhar a dois.
Dói demais ter a consciência de que tem que continuar...de que não pode se entregar.
Dói demais perceber que sua vida mudou completamente e você não sabe direito como recomeçar...porque na verdade a vontade de que fosse tudo um sonho ruim mora dentro da gente. Sempre dormimos na esperança de acordar e ser tudo como era antes...mas nunca é, e a pergunta que não sai da sua cabeça é: "Porque???"
Essas coisas não deveriam existir...dor, perca, acidentes, bandidos, fome, pobreza...
É uma grande merda esse mundo mesmo..
Ai Deus, tomara que pelo menos as pessoas encontrem o verdadeiro sentido em ti Senhor...e as coisas por aqui possam melhorar para as próximas gerações, e que os seus filhos (os que creêm em Cristo) possam ser muitos, todos os que amo... que possamos nos encontrar e viver eternamente no Seu Reino perfeito...onde esse tanto de merda não existe. Ufa...isso me dá esperança, me alimenta.
Só sei que meu aniversário já tá ai...olha que merda!!!
Se puderem esquecer acho melhor...se eu pudesse esquecer...melhor.
Passou voando..nem vi, nem fiz nada..01 ano congelado...desde quando você se foi...Saudades...
E a minha vida???
Sei lá! Tanto faz...tenho que ver ainda...mas não importa, perto ou longe, vou seguir meu coração e sempre vou lutar...sempre...mas sei que essa merda da saudade, essa dor e também a esperança, sempre irão me acompanhar.
Pronto...esse foi o texto mais desbocado da minha vida, eu acho.
Mas quem não gostou; foda-se, vai a merda...o blog é meu.